O filme “ O menino selvagem” conta a história de um menino de aproximadamente 12 anos que foi encontrado na Floresta de Aveyron, na França, em 1798.
Após uma breve pesquisa a respeito da Educação Especial, exponha qual a relação que você estabelece entre o filme e o processo de inclusão escolar?
Na minha opinião, considero que, assim como o médico que educou aquele menino, o professor precisa estar bem instruído para que consiga incluir os alunos especiais da melhor maneira possível, explorando suas capacidades e buscando recursos didáticos e metodologias adequadas para que estes alunos possam aprender no ritmo deles. É um processo difícil e gradual, mas que com preparo, amor e dedicação do professor, pode acontecer.
ResponderExcluirUm dos primeiros detalhes que se dá para retirar do filme é o fato de o médico procurar entender ao invés de fazer um julgamento precipitado da situação do menino, podemos verificar também como as pessoas tratavam o “selvagem” apenas por ser diferente. Outra coisa que me chamou a atenção é a questão do castigo, até que ponto é possível fazer isso e COMO dentro dos possíveis traumas recorrentes a cada patologia? (Desculpa se esse não é o termo correto a se usar), não deve ser algo fácil de saber, já que essa questão é complicada e gera dúvida quando aplicado a uma criança sem nenhuma necessidade. Um aspecto interessante é a vontade do menino de brincar, que parece ser vir a tona sem nenhum estímulo externo como em qualquer criança, e como através dessa ele também desenvolveu sua capacidade de comunicação, ao ir chama o vizinho e mostra-lhe o carrinho, sem a necessidade do estresses do qual era submetido pelos estudos aplicados pelo médico, o que evidencia a importância da mescla de atividades mais lúdicas as quais são tão escassas nas escolas. Por ultimo, não sei se concordo plenamente com o que foi dito em sala de que o menino volta pela questão do afeto, embora de a entender isso também, tive a impressão que ele encontrar dificuldade em se readaptar a velha vida o que o faz voltar, algo como que se, a socialização dele o impedisse de voltar a ser o que era antes, mas isso não tão somente pela questão do afeto da qual também se mostrou presente.
ResponderExcluirQuando o menino selvagem foi encontrado ele tinha hábitos anti-sociais, não mostrava qualquer tipo de sensibilidade, seu comportamento era puramente animal. Devido seu isolamento sua aprendizagem se tornou lenta e trabalhosa, ao contrario do que imaginou o doutor, pois já que tinha onze, doze anos achou que seria mais fácil, no entanto não foi à aprendizagem é muito mais ativa nos primeiros anos de vida e enfraquece com o avançar da idade, assim o menino selvagem não só tinha que lutar contra seu passado como contra sua idade avançada para o processo de aprendizagem. O homem só encontra sua verdadeira natureza vivendo em sociedade, é necessário viver em uma civilização, pois o ser humano é por natureza é um animal social, o menino certamente deveria ser o animal mais fraco de floresta, pois diferente dos outros animais que não necessitam viver entre semelhantes para apresentar suas características naturais. Vitor assim chamado depois, teve que sujeitar-se às normas e deveres que antes não tinha, teve ataques de fúria durante o processo de integração e aprendizagem e um desses ataques deu-se no momento em que o doutor tentou ensinar as letras, como era algo muito abstrato, o menino ficava perdido, conseqüentemente mais difícil foi sua aprendizagem nesse campo, com isso chegamos ao ponto interessante, que é a busca por novos métodos de ensino, assim nos leva a questão do afeto, o desenvolver da afetividade que fica bem claro no filme retratado no momento em que o menino foge, mas volta seu retorno se da pelo fato de haver a necessidade de viver em sociedade e o afeto que tinha pelo doutor. O filme nos mostra que o ser humano depende muito mais da vida em sociedade do que da herança genética, é fundamental que haja o contato com o meio cultural, pois o comportamento humano é conseqüência do processo de integração no meio, o homem deve à cultura a capacidade de ultrapassar os instintos, assim tem a capacidade de escolher. O professor deve ser bem preparado, deve ter paciência, dedicação e buscar por métodos de ensino que façam o aluno compreender melhor o que lhe é ensinado, o professor deve inserir o aluno no contexto de sala de aula, da aula e da escola para que assim o aluno com necessidades especiais possa sentir-se incluído no meio cultural e social, pois por mais que tenha deficiências, não importa qual, não deixe de ser um de nós.
ResponderExcluirElton:
ResponderExcluirA wikipedia trata da educação especial como “o ramo da Educação, que ocupa-se do atendimento e da educação de pessoas com deficiência em instituições especializadas, tais como escola para surdos, escola para cegos ou escolas para atender pessoas com deficência mental.”
Nesse sentido, é clara a relação que há entre o menino encontrado, diagnosticado como surdo, e a dificuldade que médicos, professores e tutores possuem para se comunicar com o garoto. Refiro-me inicialmente a comunicar pela inevitabilidade com que o termo se apresenta quando nos referimos aos processos educativos.
Podemos fazer uma analise do filme em comparação a um correlato, chamado “O Enigma de Kasper Hauser” (Jeder für sich und Gott gegen alle), de 1974. Nesse filme temos uma visão um pouco contrária sobre a reação de uma pessoa frente a situações novas, tal como a tentativa de comunicação e socialização. Ao contrário de Victor, Kasper não é violento com que se aproxima, e não possui tais instintos de fuga e proteção. Evidentemente, há de se desconsiderar certos fatores, tais como as diferenças de idade e condições nas quais são encontrados.
Acredito que se levarmos em consideração a premissa de qua a natureza do homem apenas se revela perante um convívio social, não faz sentido discutir o ensino no caso de Victor, uma vez que ele ainda não seria uma pessoa por não ter natureza humana. Doutro modo, podemos pensar que a natureza humana surge aos mesmos passos em que somos ensinados. Contudo, creio que a abordagem do ensino a partir da natureza humana não seja o caminho ideal.
Podemos pensar em metas na educação. Desse modo, podemos distinguir entre quem queremos ensinar, o que queremos ensinar, e como queremos ensinar. Naturalmente o último fator depende dos anteriores, pois não podemos ensinar pessoas cegas, por exemplo, utilizando recursos (neste caso, visuais) que funcionariam muito bem para pessoas não-cegas. É preciso um certo nível de sensibilidade para detectar e diagnosticar casos nos quais ferramentas educacionais se enquadram melhor. Com isto em mente, revela-se um rol muito amplo de atividades nas quais se precisa de preparo adequado, e no qual penso que a educação especial presta grande auxílio.
O filme é um ótimo delineador do cenário da educação especial, pois nos traz um caso extremo do que seria uma educação pensada para certas especificidades muito difíceis de lidar (o de uma criança onde a linguagem era ausente). Assim, tendo um caso extremo como pano de fundo, nos é facilitado à visualização de métodos de inclusão para casos menos severos do que a de um menino que teve uma "educação" na floresta, como animal.
ResponderExcluirA inclusão escolar de pessoas portadoras de deficiências deve incluir mais informação à população se não quisermos que o preconceito persista – preconceito que não é tão gritante quanto no filme – mas que as leis sozinhas não darão conta de erradicar.
Outro aspecto do filme é a forma totalmente "experimental" da educação desse menino selvagem, mas acredito que o nível de conhecimento atual está muito mais elevado do que naquela época. Então, o real problema é fazer com que esse conjunto de saber seja disseminado, principalmente, nos futuros e atuais profissionais da educação, ao mesmo passo da inclusão dessas pessoas que não podem aguardar a formação de uma nova geração de professores.
Esta criança, com cerca de 12 anos de idade, não mostrava quaisquer sinais de socialização: não falava, caminhava normalmente com a ajuda das mãos, não manifestava quaisquer capacidades intelectuais e o olfato parecia ser o seu sentido mais desenvolvido. A criança é acompanhada pelo Dr. Itard, um médico que se dedica totalmente à busca incansável de ua reabilitação física e principalmente pegagógica e pisicológica, coisa que não é nada fácil por lidar com uma criança que teve sua criação selvagem. Victor, chamado assim depois da sua digamos “tentativa de resocialização”, nos mostra que o professo deve ter paciência e uma certa relevância com e para qualquer aluno
ResponderExcluirPrimeiramente acho interessante destacar o processo de retirada de Victor de seu "mundo" ao qual a linguagem enquanto algo articulado e complexo como temos em sociedade não se dá, sendo assim ele é basicamente regido por uma espécie de resposta imediata perante a natureza, ao ser introduzido bruscamente no mundo do homem simbólico e social, irrompe um estranhamento aterrozidante, visto que tudo ali ultrapassava imensamente seu "mundo" (em sentido fraco, se é que pode ser tomado como tal). Acho que tentar fazer um paralelo da inclusão de portadores de necessidades especiais, com o caso de uma menino isolado da civilização é arriscada, visto que o primeiro desde sempre nasceu em meio a civilização, porém não em meio ao seu mundo simbólico, e aí sim pode- se fazer aproximações.
ResponderExcluirA necessidade de uma inserção sistemática no “mundo” do homem social e o desenvolvimento de técnicas específicas para tal me parece ser a ponte mais tênue que podemos montar para fazer nossa ideia de paralelo funcionar, Victor necessitou em primeiro momento de uma suspensão de suas respostas momentâneas, como o medo e vontade de fugir, porém o método aqui utilizado foi por vezes demasiado agressivo (e veremos tais coisas de modo mais sutíl até o final do filme, certamente casos de fins científicos acima de éticos), um segundo passo o uso adequado de instrumentos, vemos Victor sendo ensinado a comer com uma colher, uma fato aparentemente simples para nós, mas de complexidade demasiada para quem não estaria inserido em nosso modo de ser. Posteriormente nota- se que Victor não é surdo como imaginou- se em primeiro momento, porém não estava adequadamente treinado nas distinções de sons, ele ouvia mas não tinha representações suficientes para dar conta dos fatos ocorridos (ponto obscuro do filme, talvez seja necessário uma segunda ou terceira sessão para aclarar, porém acho interessante fazer a colocação, mesmo que entre parênteses”), o passo seguinte seria a referência a objetos no mundo, tal passo pareceu não proceder como esperado, visto que o menino expressava sentimentos emotivos ao invés de conteúdo “objetivo” (proposicional), a partir daqui a aprendizagem do garoto parece decair, sendo que uma semelhança icônica até certo ponto foi facilmente apreendida (junto com ela um aumento de memória, que por vezes falseou a hipótese do doutor que cuidava dele), porém o pulo dos ícones à uma representação simbólica (que talvez seja a nota mais alta que devolveria o caráter de humano a Victor) apresentou leves sinais de aprendizagem, e certamente mais trabalhosa. Infelizmente o filme termina antes de poder mostrar- nos até que ponto Victor chega, porém mostra o bastante para fazermos o sutíl paralelo entre a inserção de alunos especiais e de um possível garoto desumanizado criado longe da civilização. A semelhança me parece ser a necessidade de criar meios próprios de ensino que se adaptem as necessidades especiais de aprendizagem nos dois casos, criando “ganchos” onde o aprendizado poderia sustentar- se para elevar- se a uma forma cada vez mais complexa, porém não acredito que possamos avançar muito em tal paralelo.